

#5 e #6
O quinto encontro do VIZINHANÇA aconteceu dia 22/05, também em meio a um aquecimento teatral bastante fervoroso no átrio do palácio.
Estávamos lá eu (Anita! Oi gente eu que vou escrever sobre esse aqui), Ana Carolina e Neilton.
Ana Carolina veio com o livro Abelhas e Bananas a Granel finalizado e voltamos ao planejamento de construção da trilha, refletindo sobre os museus disponíveis:
1 Museu Histórico da Cidade do Rio de Janeiro - Rejeitado, pois Gávea.
2 Ecomuseu de Santa Cruz - Que vergonha desses três filhos da Zona Oeste… Rejeitado, pensamos que fazer esse trajeto constantemente implicaria algumas dificuldades.
3 Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira (MUHCAB) - A escolhida! Nos pareceu cheio de possibilidades.
Depois passamos a destrinchar possíveis propostas pra esse lugar. A Ana Carolina, que já é familiarizada devido aos ensaios de percussão da Escola Olodum que acontecem lá, descreveu o local pro Neilton, que revelou suas habilidades arquitetônicas e desenhou as plantas improvisadas dos dois andares, pensando em áreas de interesse para as atividades. Conversamos exposições, lugar aberto, salas vazias, música.
Acordamos que a biodiversidade e o corpo são elementos que não podem faltar. Veio a ideia de pensar a diáspora africana, conexão África-Brasil, as culturas que vieram e, então, a água - o que nos distancia e nos conecta. A biodiversidade convencional que existe nela e aquela que veio encarnada. Relembramos a já trilhada Na trilha das águas e achamos que poderia ser muito bem reproduzida aqui. Ana Carolina se lembrou dos passeios realizados pra Pequena África. Também já fiz na escola!
Aí, deixando um pouco a ideia da água de lado mas também nunca deixando a ideia da água de lado, criamos em conjunto um enfoque diferente: o que nos é comum na ancestralidade exposta no museu? onde nos encontramos?
Neilton trouxe referências do livro Mantendo um olho aberto de Julian Barnes e reflexões sobre o transitar distraidamente pelos lugares, o que deixamos de perceber.
Idealizamos uma organização em três momentos, o primeiro em que os participantes produzem algo (uma frase, uma pintura) a partir da visita da exposição e de uma provocação sobre onde as culturas se tocam, o segundo em que todos se reúnem e trocam as produções entre si, tentando identificar qual foi o ponto comum para a outra pessoa e se encontrar dentro disso também e o terceiro em que há outra produção partindo desse re-conhecimento.
Na trilha do comum
Combinamos uma visita ao MUHCAB no dia 12/06 para melhor compreensão do espaço e das possibilidades da trilha.
E ficou por isso mesmo.
e
No dia 29/05 nos assustamos com essa rapidez do tempo e aconteceu nosso sexto encontro. Estivemos juntos eu (Anita, to gostando de escrever), Ana Beatriz, Laura e Neilton.
Como o Ícaro não pôde estar presente, adiamos sua proposta de discussão com base em bell hooks para o dia 19/06.
Laura nos explicou a -questão das pernas- no short de crochê e tentamos surpreender o Neilton com uma página de adoção de pombos no Instagram, mas ele já conhecia.
No átrio do palácio, Neilton distribuiu cópias do planejamento do Na trilha do comum que deveria ser entregue no mesmo dia para a inscrição do projeto. Contextualizamos a Ana e a Laura nessa ideia e trabalhamos algumas alterações que achamos necessárias no documento.
Pensamos nas datas, na duração, na execução e nos materiais e ouvimos sobre as demonstrações brilhantes do envolvimento cultural do governo carioca na experiência do Neilton.
O início das atividades está previsto para o dia 29/06.
Dessa vez, a equipe de teatro trouxe um atabaque. A coisa está ficando séria. Decidimos ir para o teatro de arena, lugar muito querido.
Lá, o Neilton nos ajudou a encontrar o requerimento de inscrição na extensão pelo SIGA. Oficialmente extensionistas!
Discutimos os planos para o futuro, o livro que está por vir e o que está por vir a partir dele. Nos animamos com a ideia do Neilton de trazer a terceira parte do livro, que é uma peça, para o espaço do teatro, que nunca vimos sendo palco de fato.
Também tratamos das contradições de um Luau Evangélico, luaus tem sido uma grande obsessão. E a nossa festa??
Combinamos de colocar as dinâmicas da trilha em prática na nossa visita ao MUHCAB do dia 12/06 e propusemos um embasamento literário pra pensar ancestralidades e biodiversidades.
Laura relacionou a temática com Ponciá Vicêncio de Conceição Evaristo e Neilton com pertencimento de bell hooks. Também vamos tratar disso no próximo encontro.
Entusiasmados demais.