

#14 e #15
#14
Relatoria por Ana Carolina.
No dia 26/08, deu início ao cronograma do Vizinhança, contando com a presença dos componentes do grupo, menos o Icaro. (Buu pra você amigo) e a participação especial da Maria (deveria participar mais vezes). Seguindo o cronograma, o Neilton introduziu a nós bell hooks (minha irmã gêmea, minha musa, minha tudo), apresentando tanto suas vertentes e metodologias. Mesmo sem uma formação em crítica de arte, hooks utiliza as produções culturais para fazer filosofia e analisar as disputas de poder presentes nesse meio (Me sinto perseguida por Foucault nesses momentos). Sua metodologia de escrita parte de experiências pessoais para introduzir e aprofundar teorias e conceitos, aproximando o leitor e demonstrando a validade científica da vivência individual. Uma abordagem que me conectou com o conceito de Escrevivência, da Conceição Evaristo (a mais mais) e ao modo como a produção científica vem se interligando as subjetividades (isso é mais uma reflexão minha, mas deve existir um teórico que explique esse fenômeno). Em sequência, Neilton induziu a reflexão sobre nossas conexões com o audiovisual, incluindo cinema, filmes e séries. Ficou explícito que, para a maioria, o cinema ocupa um lugar central de afetividade e socialização. A premissa de assistir a um filme é mais um meio de fazer com que cada um, com seus afetos, partilhassem um momento de qualidade do que propriamente assistir ao filme. O grupo também debateu como a televisão e as plataformas de streaming democratizaram o acesso a essas produções, funcionando como pontes para que discussões restritas na academia, com autores e teorias chegassem nas classes populares. Por fim, apropriando do olhar crítico de bell hooks, o debate caminhou para a construção da narrativa e a posição do espectador, ressaltando que a ação de olhar ou de não olhar também é uma forma de exercício de poder (Foucault e Nietzsche sempre assombrando). Com as reflexões, reafirmamos a dimensão pedagógica do cinema e de suas narrativas na formação de valores, encerrando o encontro com a citação provocativa do Neilton de que "não existe filme anti-guerra, pois o cinema é sempre a exaltação da disputa."
#15
Estivemos juntos: Neilton, Anita, Ana Luiza e Ana Beatriz.
O combinado era juntar para ler bell hooks.
O resultado foi a gente tomando café no Rio Sul, falando de filmes e fofocando.